quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Nascimento da Comunidade Virtual


-Considerações

Após criação do blog, a construção da comunidade virtual tratou-se de uma experiência muito interessante porque permitiu reunir um conjunto de individuos num mundo paralelo ao físico, sem a dificuldade subjacente à marcação de encontros reais para debater uma qualquer temática. Não é de hoje a dificuldade em definir o conceito de comunidade. Em primeira análise, parece ser o conjunto daqueles que partilham ou têm algo em comum (crenças, gostos, interesses, ideologias), mas, para além disso, vive da realidade simbólica atribuida pelas emoções do(s) seu(s) criador(es). É um espaço de interacção. Esclarecem-se dúvidas, trocam-se opiniões. Apesar da escolha do tema ter recaído sobre um problema comum a todas as sociedades, não foi possível mobilizar muitos indivíduos. A sensação que se colhe é a de que cada vez é mais difícil a mobilização de pessoas para questões de natureza social, como a pobreza. Talvez a culpa sejadeste tempo em que vivemos. Percebi que o tema pobreza não disperta interesse. A (i)mobilização foi a grande dificuldade encontrada. Estamos sempre dependentes das necessidades básicas que o mundo físico nos oferece, mas temos outros níveis de necessidades (realização e pertença) que podem ser fornecidas pelas comunidades virtuais. Pela fraca adesão da comunidade estudantil académica a esta comunidade virtual- Stopobreza- percebi que este tema não se traduz nem em realização nem em pertença. A missão foi cumprida. Mobilizei-me na concepção da comunidade virtual e tentei promover o debate junto daqueles que se me juntaram na troca de opiniões e ideias sobre o assunto. Se o prazo de validade da comunidade não estivesse a expirar continuaria a investir na sua construção em busca de novos membros interessados na minha causa.

3 comentários:

Anónimo disse...

O tema da “comunidade virtual” é extremamente interessante. Mais do que a própria blogosfera, a capacidade do universo virtual é quase tão extensa e ilimitada, como a do nosso universo físico, permitindo um infindável número de abordagens.

Sem dúvida trata-se de um espaço paralelo, de uma nova dimensão, onde não só a informação circula livremente, mas de facto também nós, cibernautas e utilizadores deste mesmo espaço, podemos vestir a pele de uma entidade qualquer, diferente de nós e circular livremente – por vezes, até mesmo de forma anárquica, sem regras ou leis (o que prova os vários tipos de abusos que surgem na comunidade virtual)! A complexidade de um avatar (como nossa projecção no mundo paralelo) apenas depende de nós próprios e da imagem ou personalidade que queremos mostrar ao universo de utilizadores virtuais.

Hoje em dia, penso que a tendência organizacional da internet, como espaço paralelo das nossas vidas, esteja cada vez mais subdividido em pequenos sub-espaços ou sub-universos. Parece-me lógica essa cisão entre “espaço informativo” (vulgo, blogues e páginas de internet) e “espaço de diversão” (comunidades de jogadores online, salas de chat e sub-universos paralelos como o Second Life ®).

Há na actualidade, uma autêntica diáspora para o universo virtual, justificada pela necessidade constante de expansão do ser humano.

Como cibernauta, percorro os vários universos em incursões e viagens constantes de reconhecimento, que me permitem não só alargar os meus conhecimentos, mas igualmente disfarçar os meus defeitos ou exagerar as minhas virtudes. O Second Life ® é, incontornavelmente, a realização de um tão esperado sonho, o grande passo para a concretização da exploração de universos paralelos, tão difundida pela literatura de ficção científica.

Mais do que um simples “genos” (onde até pode haver “laços sanguíneos” virtuais, se esse for o nosso desejo) a sua organização reproduz fielmente uma organização sociocultural complexa – podemo-nos organizar em clãs, vivendo de forma totalmente paralela à nossa vida real, onde possivelmente somos estranhos solitários em frente a um computador, ou num qualquer ponto de acesso à internet.

É curioso reparar na necessidade que o ser humano tem, de se afastar do plano físico, mas ao mesmo tempo reorganizar-se numa comunidade. Nunca deixamos de ser “animais sociais” – não conseguimos colocar de parte a nossa faceta humana. Não precisamos de ser ascetas, nem tão pouco queremos encontrar a solidão ou isolamento e até nos podemos “esconder” por detrás de um computador, quais eremitas da sociedade, mas os nossos sentidos primários clamam pelo contacto e proximidade da comunidade.

Pedro J. Ramos

Anónimo disse...

As comunidades virtuais são um grande meio de aproximação entre as pessoas e permitem trocar informações que podem ser muitos importantes, de acordo com os interesses específicos de cada um. Eu tenho essa experiência e considero-a muito positiva.

Todo-o-Mundo disse...

Partilhar interesses sem barreiras geográficas ou culturais é uma forma de interacção muito proveitosa...